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Memórias de uma leitora

  • Foto do escritor: Jane Lane
    Jane Lane
  • 24 de nov. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 9 de dez. de 2021


Descrição da imagem: Foto com o fundo rosa, palavra book decorativa, uma máquina de datilografia, um livro de capa cor vermelha, uma caneta de pena e o símbolo aroba de decoração

 

As maiores riquezas que possuímos são nossas memórias, a partir delas moldamos nosso futuro e fazemos escolhas para nossas vidas, dando sentido a nossa existência.


Eu lembro-me como se fosse agora o meu primeiro contato com os livros: de quando adentrei numa biblioteca na escola, daquelas prateleiras de ferro repletas de livros, livros de todas as cores e tamanhos. Ainda está fresco aqui nas minhas recordações a sensação de descoberta que eu tive, a liberdade que senti. Para uma criança de 7 anos de idade aquele mundo era fantástico (e continua sendo...rs), eu olhava para o alto das estantes e pensava “o que será que tem naqueles livros lá em cima?”. E com o passar do tempo descobri que naqueles livros continham sonhos...


Numa mesa enorme que existia na biblioteca, haviam vários livros espalhados que tão logo me chamaram a atenção. Várias capas, aqueles livrinhos rápidos com imagens grandes pra quem está iniciando a alfabetização. Sentei e peguei o primeiro, depois outro e mais outro... e a pequena hora que foi destinada como “recreação”, passou num piscar de olhos. Eu preciso dizer que me apaixonei por aquelas páginas que tem a capacidade de nos dar esperanças? Bem, eu espero não precisar. Infelizmente pela tela não é possível neste momento vocês verem meus olhos brilhando ao recordar essa vivência...Mas foi isso que realmente aconteceu, eu fui capturada por este prazer.


O que vem a seguir de lembrança de livros e leituras, é o livro A ilha perdida, lembro-me que gastei alguns minutos observando a capa do mesmo em busca de respostas antecipadas do que me esperava.


Um livro com cara de infância, com crianças protagonizando e aprontando na fazenda de seus padrinhos, de lá observando a ilha. A curiosidade foi maior do que o medo, levando Henrique e Eduardo a se aventurarem na exploração deste novo lugar. É extraordinária a capacidade da autora de descrever as emoções atribuídas aos personagens, um lugar com árvores, bichos de várias espécies, um rio e muitas surpresas. Não é nenhuma coincidência que esse tenha sido o meu primeiro livro guardado na memória já que a minha conexão com a natureza permanece tão forte, cada vez mais.


“Quanto mais culto um povo, melhor ele sabe tratar os inferiores e os animais.“ — Maria José Dupré

A partir daí existem várias reminiscências, mas não seria capaz de ordená-las. Eu passei a ler o que encontrasse pela frente. Os livros infantis de coleções que acompanhavam o disco com a história gravada, lembro da entonação da voz do narrador (quanta nostalgia). Veio o ensino fundamental e com ele a sugestão de livros paradidáticos exigidos na grade curricular, era a melhor parte da escola. Citando alguns: Pedro Bandeira e os Karas pintadas; A marca de uma lágrima... Seguindo, Camilo Castelo Branco com: Amor de Salvação e Amor de Perdição. Os clássicos vieram juntos com o ensino médio: Iracema, Dom Casmurro, a Viuvinha, dentre outros. Todos me causando aquele frisson de leitora ávida. E passeando até mesmo no mundo dos romances de banca, livros estes que minha mãe carregava na bolsa. A romântica incurável se instalou em mim. Depois o hiato...Em 2014 eu voltei a me reencontrar com a literatura e espero que ela não me largue nunca mais. Que em além de meu coração, os livros me acompanhem na bolsa, no celular, em qualquer forma possível. Que seja meu eterno amigo, pois desde a primeira vez que tivemos contato raízes foram plantadas dentro de mim.


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