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[ RESENHA ] A Batalha do Apocalipse

  • Foto do escritor: Pedro Emanuel
    Pedro Emanuel
  • 6 de dez. de 2021
  • 2 min de leitura

Descrição do livro: capa em um tom azulado; com um grande anjo ao centro segurando uma espada longa com sua mão esquerda e ao fundo um céu com nuvens pesadas.


Título: A Batalha do Apocalipse


Autor: Eduardo Spohr


Ilustração da capa: Stephan Stölting


Editora: Verus


Lançamento: 2010


Data da primeira edição: 2007


Páginas: 586



Antes mesmo de existir a luz, Deus e criaturas monstruosas travavam batalhas épicas no infinito cósmico, para não lutar sozinho foram criadas as primeiras entidades: os arcanjos. Tais seres continham um poder imenso e conseguiram vencer a guerra ao lado de seu criador que passou exatas 6 eras criando o mundo e a vida ao seu redor, ao chegar na 7º sétima era - que se dá com o início da vida do homem na terra - Deus decidiu descansar e deixar o comando com suas criaturas mais perfeitas, os arcanjos, sendo lideradas pelo príncipe arcanjo Miguel.


Entretanto, apesar de sua natureza perfeita Miguel e os demais arcanjos tinham um ciúme irrefreável do amor que Deus tinha em relação aos humanos, criaturas que tinham sido criados do barro, bem diferentes dos seres celestiais que tinham sido gerados a partir do próprio esplendor e glória do Altíssimo.


A batalha do apocalipse busca contextualizar fatos históricos narrados pela bíblia, com a literatura fantástica de Eduardo Spohr. O livro se passa pela perspectiva de Ablon, um anjo renegado que foi expulso do paraíso por não concordar com as ordens tiranas dos Arcanjos e, enquanto na Terra, passa por inúmeros marcos da humanidade como a queda da torre de Babel, Roma, as duas grandes guerras entre outros marcos da história muito bem contextualizados.

Além disso mesmo que o plot final não seja nenhuma surpresa, afinal o título do livro já entrega que teremos “a batalha do apocalipse”, Spohr consegue conectar com perfeição várias “micro-histórias” com a interferência angelical, tanto pelo príncipe Arcanjo quanto da Estrela da Manhã, Lúcifer. Além de conseguir desenvolver durante as suas quase 600 páginas vários cenários grandiosos e entregar personagens complexos com destaque para Apollyon, o principal rival de Ablon e também a maga humana Shamira, que ao longo da história acaba tornando-se a grande aliada do protagonista.


O grande escritor, diretor e romancista brasileiro José Louzeiro define que “não há na literatura em língua portuguesa nada que se pareça com a Batalha do Apocalipse”. E eu, humildemente, digo que se você não se importar muito com pequenos detalhes bíblicos serem modificados aqui e ali, a chance de não gostar desse maravilhoso livro é quase nula.


“ - O apocalipse é o início de um reino de paz, após um período de grandes mudanças - explicou. É o que nos contam todas as religiões, apesar de seu caráter fatídico. O fim do mundo não será uma era de morte, mas de renascimento. O apocalipse não virá pela guerra, mas pela evolução. Pelo menos, eu assim acredito.”




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