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Leituras Inesquecíveis: Eu Sou a Lenda

  • Foto do escritor: Pedro Emanuel
    Pedro Emanuel
  • 19 de nov. de 2021
  • 3 min de leitura


Descrição do livro: capa de fundo preto com um grande morcego de asas brancas ao centro

Título: Eu Sou a Lenda

Título original: I Am Legend

Autor: Richard Matheson

Adaptação: Steve Niles e Elman Brown

Tradução: Marquito Maia

Editora: Devir Livraria

Data da 1ª publicação: julho de 1954

Páginas: 224


Nota: 5/5



Minha memória definitivamente não é algo que eu que possa me orgulhar, entretanto, existem

momentos que são simplesmente inesquecíveis, ficam marcados! e a minha experiência com "Eu sou a Lenda" com toda certeza é uma delas.


O ano era 2014 e minha família e eu estávamos em processo de mudança para uma casa menor, longe dos amigos e rotina, dentre elas o meu treino de Jiu-Jitsu que era a coisa que eu mais gostava de fazer.


Lembro que tinha uma livraria meio escondida pelo bairro e entrei para achar qualquer coisa que me fizesse perder tempo enquanto a internet da minha casa não estivesse instalada, afinal, além de não conhecer ninguém, não tinha nada para fazer. No final das contas o que não falta para um pré-adolescente é tempo livre não é mesmo?


Acabei escolhendo três livros, dentre eles o mais bonito era o que tinha um vampiro na capa, "acho que já vi um filme com esse nome, mas não lembro de vampiros nele", pensei. Resolvi lê-lo à noite, resolvi fazer isso na sala que apesar de ainda meio empoeirada e cheia de caixas por conta da mudança, tinha uma poltrona bem confortável deixada de presente pelos antigos moradores, uma gentileza que deixou a minha leitura bem chique - pelo menos na minha cabeça - já que crescemos com a impressão que leitores sempre estão acompanhados de xicaras de cafés e lugares aconchegantes, bem diferente das minhas atuais leituras no ônibus e filas de banco.


Era para ser apenas um passatempo, entretanto, nos dois dias que demorei para terminar a

história de Robert Neville, minha mente foi para vários lugares enquanto acompanhava o protagonista sofrendo, vivendo e tentando entender a sua nova realidade perante a um mundo decadente que tinha sido assolado por um vírus, terrível escrever isso no momento atual que enfrentamos, mas, Eu Sou a Lenda não tem o foco na doença que devastou o mundo, nem mesmo nos vampiros, a essência da obra está em tratar da solidão do protagonista, que na medida que eu lia, também se transformava na minha.


Incontáveis vezes parava de ler e ficava olhando para a parede, digerindo o que tinha acabado de ler enquanto tentava me colocando no lugar de Neville. Acho que minha visão sobre leitura mudou a partir de então, sábia que poderia levar a sua cabeça para vários lugares porque já tinha acontecido desde a infância com Turma da Mônica, As Aventuras de Tintim, Pedro Malasartes ou mesmo com livros como Senhora, Dom Casmurro e como o também inesquecível A Moreninha, todavia, nunca torci tanto para um personagem conseguir fazer coisa que vão desde estabelecer amizade com um cachorro até conseguir fazer avanços em sua pesquisa para reestabelecer a humanidade.


E para fechar (mantendo sem spoilers!), o arco final deixaria até M. Night Shyamalan

orgulhoso. É abrupto e o conceito de mundo acabou girando mais rápido do que o meu eu de 14 anos pudesse entender, ou aceitar.




"O Ciclo se fecha...um novo terror nascendo da morte...uma nova superstição surgindo na inexpugnável fortaleza da eternidade." - Eu sou a lenda.




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