[RESENHA] Sol da Meia-Noite | Stephenie Meyer
- Kailane Sousa
- 26 de nov. de 2021
- 3 min de leitura

Descrição do livro: Capa em fundo preto com uma romã partida centralizada. Lê-se o título na parte superior e o nome da autora na inferior, junto à "autora da saga Crepúsculo" logo abaixo.
Título: Sol da meia-noite
Título original: Midnight sun
Autora: Stephenie Meyer
Idioma original: Inglês
Tradução (Pt-br): Carollina Rodrigues, Flora Pinheiro, Giu Alonso, Maria Carvelita Dias, Marina Vargas e Viviane Diniz
Editora: Intrínseca
Data da primeira publicação: 4 de agosto 2020
Páginas: 915
Como uma grande fã da saga Crepúsculo, não me contive de felicidade ao descobrir que a autora, Stephenie Meyer, havia lançado um novo livro a respeito dela, embora tenha ficado com um pé atrás ao descobrir que seria a história do primeiro livro da saga sob o ponto de vista do Edward, a ideia soava repetitiva. Mas devo confessar que Sol da Meia-Noite não decepciona.
“[...] percebi como seria fácil me apaixonar por Bella. Seria como cair: não era preciso esforço.”
São mais de 900 páginas que saciam as curiosidades sobre a família Cullen e nos dão o prazer de acompanhar os conflitos internos que Edward sofre desde o momento em que conhece Bella, a forma com que ele vai cedendo ao que sente é bonita e triste, pois passamos a entender o motivo de sua relutância em se aproximar e o medo de machucá-la e acabar se tornar o monstro que tanto teme. Além de que saber como ele se sentiu ao vê-la pela primeira vez foi bastante inesperado (ou talvez eu não estivesse muito atenta enquanto lia Crepúsculo).
“[...] o sinal tocou. E nós - que clichê - fomos salvos pelo gongo. Ela, da morte. Eu, por pouco tempo, de ser a criatura horripilante que eu temia e detestava”.
Ao mesmo tempo em que o leitor, que acompanha a saga, sabe o rumo dos acontecimentos por já ter lido o primeiro livro de Crepúsculo, ele não deixa de se surpreender ao descobrir exatamente a forma com que Edward se sente e sua motivação ao tomar decisões que confundem Bella (algo notável quando se compara ambos os livros). A leitura se dá de forma fluida, embora às vezes Edward mastigue demais seus pensamentos, mas essa foi uma das coisas que mais me divertiu durante todo o livro.
Foi uma leitura agradável, de deixar o coração quentinho, tão grande meu amor por essa saga. Descobrir mais sobre os poderes dos Cullen foi uma experiência única e encantadora, que me deixou mais apaixonada pelos personagens, principalmente com Edward, um vampiro capaz de ler mentes, retratando seus pensamentos e passado durante suas divagações.
A dinâmica dos Cullen vista mais de perto passa uma sensação reconfortante, a forma com que, apesar de nem sempre concordarem um com o outro, confiam e buscam proteger a família sempre constante quando discutem situações que podem colocá-los em risco. Cenas como a do caçador, James, em busca da Bella, tomam uma cor completamente diferente quando vemos de perto os Cullen em ação. Embora nada se compare em ver a Bella pelos olhos do Edward, absolutamente adorável.
“A maioria dos meus pensamentos orbitava em torno dela, como se ela fosse o centro de gravidade da minha mente.”
Conhecer melhor a natureza e como os vampiros “funcionam” foi interessante (tirando a informação que a gente descarta sobre todos eles ficarem com a pele pálida ao se transformarem - que pouca vergonha Stephanie), ainda mais pelo fato do Edward pensar bastante, não é a toa que o livro tem 900 páginas, não é mesmo?
Por fim, gostaria de dizer que Sol da meia-noite, assim como todo o resto da saga Crepúsculo (tirando Lua Nova), é meu porto seguro, minha zona de conforto. Um lugar para onde eu viajo sempre que fica complicado demais estar por conta própria nos meus pensamentos. Estou triste? Vou ler Sol da meia-noite. Quero ler um livro que a leitura passe como um borrão? Isso mesmo, releio Sol da meia-noite. Não há nada como o gosto agridoce depois de uma boa leitura.
“Minha vida era uma meia-noite constante e interminável. Por necessidade, sempre seria meia-noite para mim. Então como era possível que o sol estivesse raiando em meio à minha meia-noite?”
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